quinta-feira, 29 de julho de 2010

Um punhado de framboesas III

Foto / Picture: A casinha / The little house
Ouvindo / Listening: Spirit of Freedom (World Cup 2010 Soundtrack) "Be home today, be home today, shine the sprit of freedom / If you're ready then came, if you're ready then came!"

Depois de passarmos um bom tempo nos divertindo matando moscas (daquelas bem grandes e com as mãos), por volta das 16:30 decidimos partir para a última parada. Recolhemos as besteiras que comemos (chocolates, refrigerantes, sanduíches, etc) e as mochilas. Vamos!

Um pequena casa no meio da floresta. Nada de energia elétrica e três cômodos: um deles a cozinha, com uma mesa de jantar, uma estante, um sofá e um forno a lenha, o sótão com uma cama, e o mais interessante de todos, um espaço para fazer Maple Syrup. Explicando. Aquela folha que pode ser vista na bandeira canadense vem de uma árvore chamada Maple, e que pode ser encontrada em todos os cantos por onde você vá (pelo menos em Toronto e Montreal). O fato é que eles fazem um xarope (syrup) a partir do sumo retirado desta árvore, muito conhecido por aqui. A passagem foi rápida, mas a casinha no meio da floresta mais parecia ter saído de um conto de fadas. Branca de Neve e cia.

Nos despedimos da pequena Saint-Étienne-Des-Grès já pensando na próxima vez que voltaríamos a sentir aquele ar fresco novamente. O que faz muita falta, pois quando você vai se aproximando de Montreal é fácil sentir o ar poluído e pesado. De volta a realidade. Uma realidade ainda muito boa.


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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Um punhado de framboesas II

Foto / Picture: O deck  
Ouvindo / Listening: Concierto de Aranjuez (John Williams) - Spanish Guitar


Coisa de interior. Quando pagávamos as coletadas framboesas duas senhoras não resistiram em perguntar se eu era de fora e entre risadas confirmamos a dúvida, "aqui, todo mundo se conhece". Não cheguei a comentar o fato de que as pessoas aqui não falam inglês, apenas francês, o que aumentava o charme da coisa toda.

Próxima parada: Lac de Six (ou Lago dos Seis). Depois de mais alguns minutos de carro em uma estrada de barro paramos em lugar nenhum. Pegamos o cooler, as mochilas e "Vamos andar!", a propósito, mais do que eu imaginava. Entramos no meio do mato, subimos, descemos, subimos, descemos. Na minha cabeça corria a leve sensação de que não havia um caminho certo, apenas um destino, o lago. Depois de uns 10 min. de andada nos deparamos com uma mesa de madeira, com acentos, um belo deck e alguma coisa mais a frente escondida pelas plantas. 

Definitivamente um cartão postal. Podia-se ver apenas duas das 6 pequenas ilhas que dão nome ao lago. Podia-se ver também algumas casas escondidas no meio da floresta, daquelas com lareiras e vários troncos cortados do lado de fora (que na verdade eu não pude ver). Ficava imaginando um inverno naquele lugar. Enfim. O tempo em Montreal costuma ser bem imprevisto, na mesma semana não é muito difícil você ter tempestades, um sol de 30º e chuva de granizo, mas esse dia foi um presente: Sol forte, céu azul, poucas nuvens e uma brisa pra refrescar.

Nada mais a fazer, nada para se preocupar.


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terça-feira, 27 de julho de 2010

Um punhado de framboesas I


Foto / Picture: Uma cesta de framboesas / a basket of raspberries
Ouvindo / Listening: Pacience (Guns and Roses): "...girl, I think about every day now, Was a time when I wans't sure, But you set  my mind at ease..."


Saint-Étienne-Des-Grès. Esse foi o nosso destino. Na verdade, eu não sabia exatamente para onde estávamos indo até chegarmos definitivamente as proximidades da cidade, quando pude ver algumas placas. A viagem  levou cerca de 1 hora e meia, chegamos por volta de 10:30 da manhã.

Atravessamos a pequena cidade, com um típico "ar" de interior, pequenas casas "perfeitinhas" e as pessoas na rua olhando para o carro não visto tão frequentemente. Fomos em direção a nossa primeira parada: a plantação de framboesas. Com relação a fruta, certamente só havia tido contato atráves picolés, sucos artificiais e afins, seria minha primeira vez com ela, assim, "fresca".

Chegamos na plantação. Podia-se ver diversas fileiras de pequenos arbustos, algumas pessoas concentradas em seus trabalhos e uma pequena barraca logo na entrada, atulhada de coisas. O sistema é simples. Cada pessoa deve pegar um pequeno pote, que pode ser carregado no pescoço, uma pessoa lhe indica a área na qual você pode fazer as coletas, e há ainda uma cesta na qual todas as framboesas coletadas devem ser colocadas para pesagem e pagamento. Ha! Um detalhe, coma o quanto quiser! Você pode morrer vermelho de tanto comer. Um bônus.

Elas são definitivamente vermelhas. De uma cor espetacular. E é muito fácil saber quando estão maduras, elas simplesmente caem na sua mão, como quem pede "me leve", carinhosamente. Passamos cerca de 1 hora lá, em pé, agachados, sentados na grama. Enchemos a cesta. Fiquei particularmente orgulhoso em carregá-la. Passamos pela pesagem, não sei exatamente o peso, uns 2kg provavelmente. Pagamos cerca de $12 dólares.

Particularmente, não gostei do sabor, apesar da experiência. Pensando melhor, não foi o sabor, foi a textura, as pequenas sementes que acompanham as mordidas atrapalham a degustação. Mas elas ainda são vermelhas.


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domingo, 18 de julho de 2010

3 meses + 1

BONJOUR!

GOOD MORNING!

BOM DIA!

SALUT!

HELLO!

OLÁ!

COMMENT ÇA VÁ?

HOW ARE YOU?

COMO VAI?

ÇA VÁ BIEN!

I'M OK!

EU VOU MUITO BEM, OBRIGADO!





Foto / Picture: The Village
Ouvindo: Good People (Jack Johnson) "You win, it's your show now / So, what's it going to be? / Because people will tune in / How many train wrecks do we need to see?


Para aqueles com que convivi em Toronto e que me encontram na internet e para aqueles que me conhecem em Montreal, a pergunta é sempre a mesma: "Qual das duas cidades você gosta mais?" e a resposta é sempre a mesma: "Não existe comparação". Na verdade, as comparações existem, mas não posso dizer que uma é melhor do que a outra. Passei este primeiro mês em Montreal - sim, hoje se completa 1 mês e 3 que cheguei no Canadá - comparando as diferenças entre as duas cidades, é inevitável. Cada uma tem sua própria rotina, pessoas, comportamentos e, não posso esquecer, línguas! 

Tudo começa no aeroporto: placas de sinalização, propagandas, conversas - e muitas outras coisas - deixam o inglês de lado, em letras pequenas, para dar espaço a musicalidade da língua francesa. Com as pessoas: deixa-se para trás o ambiente cosmopolita de Toronto e percebe-se a simplicidade e homogeneidade do povo desta cidade. No metrô e nas ruas não se vê mais iPods, iPhones e Blackberries por todos os lados. Me assustei quando vi um garoto com um "discman" no metrô - não sei quando foi a última vez que vi um em Salvador. Na cidade: Montreal espalha seu charme por todos os lugares que se vá, com seus prédios e casas de estilo antigo, ruas bem pavimentas e arborizadas, ruas estreitas e folhas espalhadas pelas ruas. A realidade é que a simplicidade das pessoas é uma forma de respeitar a beleza da cidade. A vida cultural aqui é excepcional! Festival de jazz, de musica latina, de fogos de artifício, de percussão, de moda e outros, e outros, e outros mais, durante todo o ano! E ainda: parques, museus, cinemas, shoppings. A verdade é que eu fiquei stressado só de pensar em não perder coisa alguma - de uma forma positiva, obviamente. 

É engraçado como as pessoas das duas cidades se enojam, não é difícil perceber o sentimento de desdém quando digo para alguém de Montreal que estive morando em Toronto por um tempo. Mas como bem diz o ditado "quem desdém quer comprar", não é mesmo? E as duas cidades se completam e fazem um casamento perfeito.




:: Poste Indicativo na "Velha Montreal" / Post Code at Old-Montreal :: Região da The Village - Rue Saint Catherine / The Village - Saint Catherine Street :: Performista no Festival de Jazz / Performer at International Jazz Festival

Mais fotos: http://www.facebook.com/album.php?aid=2062572&id=1046507475&l=538dda7648